terça-feira, 28 de junho de 2011

VIVER O AMOR

Por Paulo Roberto Gaefke - www.meuanjo.com.br





Foi o amor que trouxe esse sorriso no seu rosto?

Parece que a sua pele brilha sem creme,

os olhos sorriem e transmitem alegria,

a boca mexe-se com certa ansiedade,

e as mãos, parecem querer abraçar o mundo.

Frutos dessa paixão?





Não há eletrocardiograma para marcar o compasso do coração apaixonado,

mas há exames que indicam o quanto você está feliz.

É o exame do olhar exterior:

quem te vê, sabe que algo mudou,

quem te viu, não vai reconhecer,

e quem se aproximar, vai sentir essa explosão de ternura,

é o fruto do sentimento que perdura.





Ah! o coração apaixonado é capaz de deliciosas loucuras,

de fazer o mais tímido se soltar,

o falante ficar emudecido,

o triste rindo a toa,

o sereno, intranquilo,

o sábio, um tolo contente,

e a vida numa boa...





E de tanto contentamento, o amor não cabe em si,

é preciso espalhar-se, por isso, o amor é semente,

que cresce em corações distantes,

e se perpetua no calor dos amantes,

daqueles que se descobrem, ainda que por instantes,

almas-gêmeas do sentimento,

que arde sem queimar,

dá um frio na barriga em dia de muito calor,

e esquenta a madrugada gelada,

com a quente presença da pessoa amada.





Ah! feliz de quem já viveu o amor,

ainda que tenha passado, ainda que tenha dado errado,

ficam na boca e no corpo, marcas indeléveis,

presença eterna do sentimento que marcou,

e mesmo que tenha restado somente a dor,

pobre de quem ainda não experimentou o amor.






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