quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

o amor

Talvez o amor seja um porto, onde ancoram navios de todo o mundo, o


coração é o cais, que guarda lugar para um navio de cada vez fazer sua

parada, uns saem apressados, passam apenas, sem deixarem marcas, outros

são mais demorados, vão ficando dias e dias, deixando rastros enormes,

marcas que não saem, e quando partem deixam saudades...





Talvez o coração seja uma ave, que migra a cada verão, é constante em seu

caminho, guiado por um radar invisível, afinal de contas o que leva o

seu coração ao encontro do meu?

Como encontramos o amor?

Será um vôo cego e rasante da paixão ou á carência intima de cada um?





Talvez o romance seja um conto mal escrito, desses que amassamos várias

folhas de papel em branco, naqueles dias em que nada sai direito, o

romance perfeito ainda não foi escrito, são capítulos diários de uma

novela, as vezes melosa demais, noutras, choro e amargura em excesso.





O amor não é calmaria, nem poderia ser comparado ao mar, muito menos a um rio caudaloso, fúria não combina com amor, talvez um regato, uma

nascente, que seja perene, que brote sempre da terra, num fio continuo,

como o amor que espero viver.





Eu vivo o amor intensamente porque esse é o meu alimento e gosto de

deixar esse rastro por onde vou...

Beijos cheio de paz e luz em seu coração





Paulo Roberto Gaefke

Um comentário:

Célia Gil, narciso silvestre disse...

O amor às vezes está ausente de nós próprios! Outras está mesmo ao nosso lado, nós é que não o vemos! Bjs